Escola Profissional da Ilha de São Jorge

Breve descrição

Desde o encerramento das antigas Escolas Comerciais que se verificou uma grande lacuna ao nível da formação de técnicos especializados que cobrisse as mais vastas áreas profissionais do mercado de trabalho. Este sentimento não foi alheio a alguns impulsionadores que, sabendo da existência de apoios comunitários, sonharam com a abertura de uma escola vocacionada para o ensino profissional.
“Deus quer, o homem sonha, e a obra nasce” e quis Deus que, com o impulso e apoio técnico do Município de Velas, nascesse a Escola Profissional da Ilha de S. Jorge, mediante Contrato-Programa celebrado para o efeito a 31 de Maio de 1996 ao abrigo do artigo 6o do Decreto-Lei n.o 70/93, de 10 de Maio, com a Secretaria Regional de Educação e Cultura.
Com os novos mecanismos reguladores das Escolas Profissionais, os quais, entre outras particularidades, apontam para a clarificação da natureza jurídica do ensino profissional, foi constituída em 1998 a ADIJ – Associação para o Desenvolvimento da Ilha de S. Jorge, instituição de natureza privada mas de vocação de utilidade pública, composta inicialmente pelo Município de Velas, União das Cooperativas de S. Jorge e Associações Agrícolas, e que passará a ser a entidade proprietária da Escola Profissional da Ilha de S. Jorge.
Com a criação desta Associação, a Escola Profissional da Ilha de S. Jorge (adiante designada por EPISJ) alargou o seu campo de actuação enquanto entidade formadora. Apesar de ser parte integrante e um dos projectos mais ambiciosos desta Associação, a EPISJ continuou a gozar de autonomia científica, tecnológica, pedagógica, administrativa e financeira, regendo-se, obviamente, pelas normas do direito privado e estando sujeita à tutela da Secretaria Regional da Educação e Ciência.
Ao consolidar a sua existência e natureza jurídica, a EPISJ estabeleceu as suas metas e objectivos, os quais se encontram actualmente expressos nos seus Estatutos e dos quais se destacam a contribuição para a realização pessoal dos jovens; a criação de modalidades alternativas às do sistema formal do ensino, bem como a criação de mecanismos de aproximação entre a escola e o mercado de trabalho; a prestação de serviços directos à comunidade; a preparação de jovens com vista à sua integração na vida activa ou ao prosseguimento de estudos superiores e a realização dos formandos com vista a conferir-lhes capacidades e conhecimentos, de modo a que fiquem aptos a enfrentar os desafios do mercado de emprego e o princípio da livre circulação enquanto trabalhadores da União Europeia.
É deste modo que, com os seus objectivos bem traçados e consciente do papel que pretende desempenhar na comunidade em que se insere, a EPISJ iniciou a sua actividade formativa em Setembro de 1996, nas antigas instalações do Externato Cunha da Silveira, com a abertura de dois cursos de qualificação profissional de nível III: Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural e Técnico de Indústrias Agro-Alimentares, num total de vinte alunos por curso.
Em Setembro de 1997, pretendeu-se ir mais além, e é aberto o curso Técnico de Gestão Agrícola, de nível III, formando-se uma nova turma do Curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural, com um total de vinte alunos por turma, face à necessidade de técnicos nesta área que se fazia sentir em todo o Arquipélago dos Açores.
Em 1998, abriu o Curso Técnico de Construção Civil, com um total de vinte e um alunos e em 1999, iniciam-se os Cursos Técnico de Instalações Eléctricas, nível III, e Operador Agrícola, nível II, com catorze e dezanove alunos respectivamente. pelo que foi necessário recorrer a variados espaços físicos. Assim sendo, além da utilização, mediante protocolo, do antigo Externato Cunha da Silveira, espaço com um historial considerável ligado à educação e ao serviço comunitário, a escola adquiriu um espaço agrícola sito na Fajã de Santo Amaro, na localidade da Queimada.
Este espaço, actualmente designado como Quinta da Escola Profissional da Ilha de S. Jorge, encontrava-se em completo abandono aquando a sua aquisição, pelo que foi necessário proceder ao seu restauro, apostando-se na criação de infra-estruturas ligadas à produção agro- pecuária, tendo a este respeito sido criadas estufas para a produção horto-florícola e agrícola, assim como espaços para a produção pecuária, nomeadamente de bovinos e suínos.
Por outro lado, procedeu-se à recuperação do edifício já presente na Quinta, uma antiga casa senhorial, para aí ser levado a cabo uma aposta formativa ao nível do turismo e restauração. De salientar, que neste edifício recuperado, funcionam actualmente o restaurante “A Quinta” e a “Hospedaria da Escola Profissional da Ilha de S. Jorge”.
Com o aumento da oferta formativa da EPISJ, cedo as instalações iniciais, nomeadamente as salas de aulas, se tornaram insuficientes e tornou-se necessária a utilização da denominada Casa Cunha, edifício senhorial anexo à sede da EPISJ, e da “Casa da Cruz Vermelha”.
A par destes edifício, e numa lógica de aproximação da escola à comunidade, foi criado o pólo da Calheta, inicialmente a funcionar na Casa do Passal da Ribeira Seca, tendo posteriormente passado para a desactivada Escola Básica da Ribeira Seca.
No entanto, não se pense que o raio de acção desta escola com mais de uma década de existência se esgota na ilha de S. Jorge. Após convite da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, a EPISJ aceita o desafio de oferecer formação naquela ilha, ultrapassando para tal uma série de dificuldades que se prenderam com a logística e a contratação de formadores que pretendessem deslocar- se até àquela ilha, a fim de preencherem uma lacuna ao nível da formação profissional que já dava os seus frutos há alguns anos nas outras ilhas dos Açores, deixando o Grupo Ocidental aquém dos desafios profissionais que surgem nesta nova concepção de “aldeia global” que é o espaço da União Europeia. Desta forma, adaptou-se a antiga escola dos franceses na vila de Santa Cruz, permitindo a abertura do curso de Mesa/Bar, Operador de Jardinagem e Espaços Verdes, ambos de nível II, e Técnico de Turismo Rural e Ambiental, de nível III.
Em 2004, a EPISJ atinge uma dimensão nunca antes sonhada pelos seus impulsionadores e, como consequência, ambiciona a construção de uma nova escola, cuja primeira fase já se encontra concluída e em funcionamento desde Janeiro de 2006.
Do projecto inicialmente apresentado ao Governo Regional dos Açores pela própria EPISJ, a única valência que não mereceu aprovação foi o auditório. De resto, a escola funciona em pleno com quinze salas de aula, dois laboratórios de informática e um laboratório de física e química, uma biblioteca/mediateca e uma oficina de electricidade, além de outros espaços inerentes ao funcionamento escolar, tais como cantina, bar, serviços administrativos, gabinetes, entre outros.

Grau de ensino: Profissional

Sobre o Programa e atividades Eco-Escolas

As atividades do Eco-Escolas são realizadas por todos os formandos da escola e por todos os professores.

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